domingo, março 26

Aventuras Missionárias no Portugal profundo!


Nascente de água... abençoada!

O dia era chuvoso! Muito vento! Quinta feira ao final da tarde. Celebrava missa lá na capela no alto da montanha. Uma pequena aldeia. Não mais de uns 50 habitantes. Pensei: com esta chuva e este vento... num dia de semana ninguém me vai querer aturar! Cheguei à capela. Estava fechada. Nem viva alma. Estava quase na hora. Fui à procura de alguém que me pudesse dizer se não me tinha enganado no local. Confirmaram-me: "Alguém lhe vai abrir a porta!" Voltei. Espantei-me: já estava a capela aberta. Lá dentro não havia bancos! Uma senhora limpava com a vassoura aquilo que parecia uma inundação. "Não, disse-me, é que há uma nascente aqui dentro! Quando chove é assim!" Bom... vamos ficar todos de pé e com a água nos pés. Surpresa das surpresas: à hora de começar a missa a pequena capela estava repleta de gente. Creio que ninguém ficou em casa nesse dia. Celebrei a missa e partilhei com aquela gente linda e acolhedora a minha experiência missionária no Quénia. Ninguém arredou pé!
No final pedi desculpa por termos que ali estar assim naquelas condições por mais de uma hora. Agradeci pela forma como me acolheram e quiseram escutar e viver a fé de outros cristãos noutras paragens do mundo. Mas... "quem agradece somos nós, senhor padre! Não se esqueceu de nós e, mesmo aqui longe no cimo da montanha, não deixou de vir até nós! Obrigado!"
Se naquela tarde alguém saiu mais rico daquela celebração eu fui sem dúvida o primeiro!
A fé da nossa gente continua bem viva. Mesmo que muitos a queiram ver morta. Não é verdade!

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