Quarta-feira, Julho 2

Deus não castiga... só sabe AMAR!


É verdade que já não ando por estas bandas há muito tempo!!!! A vida tem sido bem atarefada...
Porém, hoje, recebi um email que não posso deixar de publicar neste espaço de "Mungu ni Upendo" - Deus é amor! Compreendereis porquê...

Entretanto, nas entrelinhas, deixo-vos também a notícia que depois de 6 anos de serviço em Portugal, vou regressar no final do Verão para o Quénia. Sim... custou, mas já é oficial! Assim que irei dando notícias por estas bandas. Espero!

Mas vamos à razão da publicação desta mensagem: foi escrita por um grande teólogo leigo que neste momento está a lutar contra um cancro, o Dr. José Dias. E isto é importante! Dá muito mais sentido ao que escreve... e ao que pensa. Aí vai:

Castigo de Deus

Recentemente a actriz Sharon Stone classificou o terramoto, ocorrido na China a 12 de Maio e que matou mais de setenta mil pessoas, como um castigo de Deus, pelo "modo como os chineses tratam os tibetanos".

A ideia não é nova e pelo menos Homero já a utilizava. Logo a abrir a Ilíada, o sacerdote de Apolo, Crises, queixa-se por lhe terem raptado a filha. Então…

Enfureceu-se o deus contra o rei e por isso espalhara entre o exército uma doença terrível de que morriam as hostes.…
Assim (o sacerdote) disse, orando; e ouviu-o Febo Apolo.
Desceu do Olimpo, com o coração agitado de ira.
Nos ombros trazia o arco e a aljava duplamente coberta;
aos ombros do deus irado as setas chocalhavam à medida que avançava. E chegou como chega a noite.
Depois sentou-se à distância das naus e disparou uma seta:
terrível foi o som produzido pelo arco de prata.
Primeiro atingiu as mulas e os rápidos cães;
mas depois disparou as setas contra os homens.
As piras dos mortos ardiam continuamente. (I, 9-11; 43-52).

Mais tarde, foram os discípulos de Jesus que perante a cura do cego de nascença perguntavam: "Mestre, quem teve a culpa de ter nascido cego: ele ou os pais?". De pouco adiantou a recusa de Jesus em aceitar tal explicação: "Nem ele nem os seus pais" (Jo 9,2.3).

Mais recentemente, o cardeal Siri veio também dizer que a sida era um castigo de Deus.

É já altura de deixarmos de maltratar Deus e culpá-lo das nossas burrices. Muito do nosso sofrimento é causado pelos nossos erros, pelos erros dos outros ou pela dinâmica de uma natureza que é tão imperfeita como nós. Mas é tão cómodo culparmos Deus.

Coitado de Deus! Deus que é Amor puro, oblativo, comunicativo.

Mas até aqueles que acreditam que Deus é Amor, arranjam maneiras para distorcer esse Amor. Deus castiga porque ama; e quanto mais sofrimento mandar, maior é o seu amor. Tenho ouvido tantas vezes isto, especialmente agora que estou doente!

E, no entanto, Jesus para nos mostrar o Amor de Deus contou aquela parábola lindíssima do filho pródigo. Deus é o Pai que espera todos os dias o regresso do filho pecador. E quando ele regressa e nem sequer se acha digno de ser escravo na casa paterna, o Pai manda aos seus servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado" (Lc 15, 22-24).

Como é bom acreditar num Deus assim que está sempre disposto a amar-nos e parece que nem sequer chega a tomar consciência dos nossos pecados!
Zé Dias

Obrigado Zé Dias por tão delicioso desabafo! Conta com a nossa oração!

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Segunda-feira, Abril 28

Dia Mundial Missões 2007 e Congresso Missionário Nacional 2008

Apresenta-se a seguir em duas partes o documentário elaborado pelos Missionários Combonianos sobre a Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2007 e, num segundo momento, os desafios lançados à Igreja em Portugal na preparação do Congresso Missionário Nacional a realizar em Setembro próximo em Fátima de 3 a 7 (clique para saber mais sobre o Congresso).




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Domingo, Abril 27

60 anos de bençãos - Missionários Combonianos em Portugal

Eis de seguida a primeira de sete partes do filme "60 anos de bençãos" sobre a história dos Missionários Combonianos em Portugal. Podem ver-se as restantes partes em www.youtube.com/combonianos.
O filme está em DVD que pode adquirir se o desejar junto dos Missionários Combonianos pelo email avimccj@gmail.com. Contribuição: 5 euros.

Clique nos links abaixo para ver as outras partes:

Parte 1: "60 anos de bençãos - Os começos"

Parte 2: "60 anos de bençãos - 1949 a 1955"

Parte 3: "60 anos de bençãos - 1955 a 1971"

Parte 4: "60 anos de bençãos - O Seminário em 1971"

Parte 5: "60 anos de bençãos - O Seminário 1971 e Década de 70"

Parte 6: "60 anos de bençãos - Década de 80 a 2005"

Parte 7: "60 anos de bençãos - 2005 até hoje"

Tudo em www.youtube.com/combonianos

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Sábado, Abril 26

Assembleia da Animação Missionária - Combonianos

Video reportagem sobre a
Assembleia da Animação Missionária dos Missionários Combonianos.
Consulte também o

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Sexta-feira, Abril 25

Novo Site dos Combonianos no Quénia


Os Missionários Combonianos (MCCJ) do Quénia, acabam de relançar e remodelar o seu site na internet: http://www.combonikenya.or.ke/

Pode encontrar as informações em inglês sobre a actividade dos MCCJ neste país, vendo desde logo os lugares onde estão presentes, uma apresentação da figura de S. Daniel Comboni, o calendário das actividades da provincia, um espaço dedicado aos mass media quenianos da responsabilidade dos MCCJ, informações sobre a Igreja local queniana e ainda um espaço reservado para informações internas.


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Combonianos: cinquenta anos a frutificar na Maia

"A nossa meta é partir!"

A árvore Comboniana está lançada e quer continuar a frutificar. Neste contexto, o Seminário Comboniano da Maia está a celebrar os cinquenta anos de presença naquela cidade do norte do país, mas com "os olhos no futuro".
Em declarações à Agência ECCLESIA, o Pe. Claudino Ferreira Gomes realça que a "animação missionária deverá ter as formas clássicas de ser missionário, mas também novas formas". E exemplifica: "as novas tecnologias, a evangelização através da Internet e os meios digitais".
Aberta em Outubro de 1958, a comunidade da Maia serviu inicialmente para ser "estudantado de Filosofia dos alunos que vinham de Famalicão". As duas casas estavam interligadas no processo educativo.
A finalidade da casa evolui com os anos. Passou de filosofado para Seminário Menor. "Chegaram a estar aqui 140 seminaristas que iam às aulas no Liceu da Maia" - frisou este missionário Comboniano. Posteriormente, constitui-se o Seminário em Família.
A casa dos filhos de Daniel Comboni na cidade da diocese do Porto foi também Centro de Aspirantes a Irmãos. Na altura construíram-se oficinas de carpintaria, electricidade e mecânica.
Se as missões eram um destino para a evangelização, os vizinhos da Igreja local não foram esquecidos. A Revista «Além-Mar» de Dezembro de 1958 fala na "relação muito fraterna com a Igreja local" - adiantou o Pe. Claudino Gomes. Desde o início que os missionários têm uma "colaboração criativa com as paróquias". E esclarece: "foi um padre Comboniano que fundou os escuteiros na Maia e outro fundou um grupo coral numa paróquia vizinha".
A animação missionária nas paróquias do Porto esteve sempre presente. "Difundir a solicitude apostólica e missionária nas comunidades católicas para que surjam vocações para a Missão" - disse o missionário Comboniano.
Ao olhar para estes cinquenta anos de vida naquela cidade, o Pe. Claudino Gomes salienta que "temos uma rede com milhares de colaboradores e amigos". Para que a animação missionária "possa dar frutos tem que se desclericalizar". "Todos deverão ser protagonistas e responsáveis" - sublinha.

Programa das celebrações 50 anos na Maia
Integrado nas comemorações desta efeméride Comboniana, realizar-se-á hoje (24 de Abril) um colóquio sobre "A missão cristã num mundo globalizado". O programa celebrativo prevê também a intensificação da animação missionária, a abertura do Centro Vocacional Juvenil e o trabalho com os leigos, assim como momentos artísticos e culturais.

Dia 24 de Abril, 21.30h: Colóquio sobre "A missão cristã num mundo globalizado", no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Tem como moderador o Pe. Rui Osório e conta com a participação do Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, do Prof. da Universidade Católica do Porto, Arlindo Cunha e do Director das Revistas Além-Mar e Audácia, Pe. Manuel Augusto Ferreira.
Dia 26 de Abril, 21.30h: Espectáculo musical no grande auditório do Forum da Maia. Conta com as actuações dos Pequenos Cantores da Maia, do orfeão Municipal da Maia, da Orquestra do Conservatório de Música da Maia e do Pianista Pedro Gomes.
Continua aberta até dia 4 de Maio a exposição Missionária, nas galerias do Forum da Maia.

Publicado em :Ecclesia

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Terça-feira, Março 18

Missionário português ferido em Moçambique

O Ir. João Gonçalves, missionário português da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN), foi ferido num assalto à missão católica de Chiúre, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, durante o qual foi morto um segurança moçambicano.
O Pe. Albino dos Anjos, superior Geral da SMBN, manifesta à Agência ECCLESIA a sua preocupação, condenando o ataque contra a missão e "lamentando profundamente a morte de um cidadão moçambicano", que desempenhava as funções de guarda."
Obviamente, estamos muito preocupados com a situação do nosso colega, porque o atentado físico contra a sua integridade foi grave, foi um assalto violento, no qual realmente sentimos a nossa fraqueza perante esse tipo de criminalidade", aponta.
O actual Geral da SMBN foi missionário no Chiúre durante mais de dez anos. Segundo este responsável, o assalto terá sido levado a cabo por quatro indivíduos, com o objectivo de "roubar uns painéis solares".
O Pe. Albino dos Anjos espera que as autoridades moçambicanas "possam desenvolver a investigação, de forma a responsabilizar" os autores do ataque.
Segundo a agência Lusa, o Ir. João Gonçalves, de 78 anos, está agora "fora de perigo" no Hospital Central de Maputo, mas vai ainda ter que ser submetido a intervenções cirúrgicas.
O Superior Geral da SMBN considera que o trabalho dos missionários em Moçambique irá continuar, para "servir o povo", "mantendo a serenidade e a confiança, ainda que com sofrimento" e "superando as adversidades que vão surgindo".
"Isto não nos assusta, mas é claro que estamos preocupados", acrescenta.Para o Pe. Albino dos Anjos, esta é uma situação sem ligação a "atentados contra missionários que trabalham em diversas províncias de Moçambique", mas insere-se num "tipo de criminalidade emergente no país", perante a "incapacidade governamental de oferecer condições de emprego" aos jovens.
"Esta situações não acontecem por acaso, há causas conhecidas, e esperamos que todos os intervenientes da sociedade possam ter uma atitude positiva e preventiva", conclui.
Em Novembro de 2006 foi assassinada em Moçambique a portuguesa Idalina Gomes, uma leiga missionária que se encontrava a trabalhar na Missão da Fonte Boa, situada numa zona remota da província de Angónia, a mais de 200 quilómetros de Tete, capital da província com o mesmo nome, junto da fronteira com o Malawi. Estava ao serviço da Organização "Leigos para o Desenvolvimento". A jovem missionária morreu na sequência de um ataque levado a cabo por um grupo armado, na residência jesuíta onde se encontrava. Na ocasião foi ainda assassinado o Pe. Waldyr dos Santos, brasileiro de 69 anos, tendo ficado feridos outros dois religiosos.

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Segunda-feira, Março 3

Quénia: Annan deixa Nairobi, confrontos no oeste do país

O enviado da União Africana (UA), Kofi Annan, deixou ontem o Quénia depois de ter concluído a sua missão de mediador entre o presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição Raila Odinga e de estes terem assinado na quinta feira passada um acordo para criar um governo de coligação, pondo fim à crise pós-eleitoral que lançou o país na instabilidade por quase dois meses. Na última noite, registaram-se confrontos no oeste do país que provocaram pelo menos 12 mortos.

À partida
No momento da partida, Kofi Annan disse que esta "era a hora de mútuas saudações" pelos sucessos alcançados. O ex-secretário geral da ONU tinha chegado ao páis no dia 22 de Janeiro último para liderar um grupo de negociadores de alto nível da UA. "Estou muito contente, disse, pelo que conseguimos, mas está ainda por percorrer um longo caminho e espero que todos vós vos empenhareis no sucesso deste caminho. Todos queremos que o Quénia retorne à estabilidade, à paz, prosperidade e acolhimento."
Annan assegurou que continuará a seguir o processo político do país e que está disposto a voltar se tal fosse necessário. Dos mediadores enviados pelo organismo pan-africano para conduzir este processo ficará no país o embaixador e ex-ministro dos negócios estrangeiros nigeriano, Oluyemi Adeniji, que terá a tarefa de continuar a oferecer a sua ajuda no caso de surgir problemas nos próximos dias e semanas na aplicação do "Acordo nacional de reconciliação", assinado pelas duas partes.

Uma semana histórica para o país
Esta será uma semana histórica para o país. Na próxima quinta feira reabrirá o novo parlamento do país para votar e aprovar as mudanças constitucionais contidas no acordo assinado na semana passada. Nele, criar-se-á o cargo de primeiro ministro e dois vice primeiros ministros, bem como a aprovação da distribuição das várias pastas ministeriais entre os dois partidos da coligação. Terá de ser um texto muito claro e conciso para que não corra o risco de ser chumbado pelo parlamento. Assim, estes dias serão de muita importância nas negociações entre os dois partidos no sentido de propôr alterações e emendas à constituição que sejam o mais possível claras e passivas do maior consenso. Neste contexto, será o actual procurador geral da república, Amos Wako, bem como os seus colaboradores quenianos, a redigir a proposta do texto constitucional para ser aprovado.

Violência no oeste do país
Segundo a BBC que cita fontes policiais quenianas, pelo menos 12 pessoas terão morrido esta noite no oeste do Quénia devido a confrontos por causa da posse de terra.
Dez casas terão sido incendiadas e algumas pessoas queimadas vivas, enquanto que outros foram atingidos mortalmente, disse o porta-voz da polícia Eric Kiraithe.
Não é ainda claro se os confrontos desta noite estarão ligados à violência pós-eleitoral que vitimou 1500 pessoas já este ano.
A crise política reacendeu os já antigos problemas da distribuição de terras bem como disputas económicas em várias partes do Quénia.
Polícias armados foram deslocados para o local (área de Monte Elgon) na perseguição dos atacantes mas apreensões ainda não foram efectuadas.
As disputas entre as comunidades rivais Sabaot e Soi (ambas Kalenjim) já duram há mais de um ano.
Disputa de terras no país é um dos assuntos a ser trabalhados pelas equipas de negociadores entre o governo e oposição que deveriam recomeçar hoje em Nairobi, um dos assuntos de longo prazo da agenda proposta por Kofi Annan no início do processo negocial.

Fontes: MISNA e BBC

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