sexta-feira, março 10

Os Pobres que se arranjem!

Quem é pobre... é sempre pobre!
As Nações Unidas, na pessoa do seu Secretário Geral Kofi Annan, lançaram o Fundo de Emergência para desastres naturais. Esta é uma campanha de ajuda internacional urgente e inovadora para alguns países em grandes dificuldades de seca e fome, sobretudo em África. Aliás, essa iniciativa tinha já sido acordada em Dezembro 2005 pelos 191 estados membros. A curto prazo os governos mundiais deveriam a juntar 500 milhões de dólares para o fundo de emergência internacional. Mas… parece que terão que ser os próprios países pobres a solucionar os seus problemas.

O Fundo
O Reino Unido lançou um apelo urgente à comunidade internacional: vários países da África estão em necessidade vital de ajuda por causa da seca severa vivida há meses. Kofi Annan, secretário geral das Nações Unidas (ONU), acolheu o desafio e lançou uma campanha desde Nova York: criar um fundo de emergência de 500 milhões de dólares para lidar com estas emergências. Esta é uma forma nova de ajudar situações de crise. Basicamente funciona através de recolha de fundos junto dos governos de cada país. «Até hoje, cada vez que uma crise surge, a ONU tem apelado o mundo para enviar ajudas financeiras. Esta forma de responder às crises necessita muito tempo para ser efectiva, além de custar muitas vidas. Agora, com esta fonte única de angariação de fundos, as crises esquecidas deverão ser menos, além de se evitar por tanto ênfase no passar “do saco” sempre que uma crise aparece» - afirmou Hilary Benn, Secretário Internacional da ONU para o Desenvolvimento.
Segundo Greg Puley, conselheiro estratégico da Oxfam, são vários os países a necessitar de ajudas mais que urgentes e desde há muito esquecidos: África Central, Costa do Marfim, Chade ou mesmo Sudão… já esquecido por muitos!

Uma vergonha
Mas os milhões de pobres não interessam aos países desenvolvidos. Segundo a BBC, nas palavras do Sr. Egeland, coordenador do Fundo de Emergência da UN, até agora só cerca de 200 milhões de dólares foram angariados. São necessários mais 450 milhões. Países ricos como a Alemanha e Japão ainda não responderam, ao passo que países em desenvolvimento como Paquistão, Índia e Egipto já doaram para este fundo.Mais uma prova de que nunca serão os ricos a ajudar os pobres, mas sim “os pobres que se arranjem!” Os mais rejeitados são sempre os mais esquecidos! Não é admissível que cerca de 59 por cento da riqueza mundial esteja nas mãos de somente seis por cento da população mundial. Seis por cento… americanos!
Haja vergonha no meio desta política internacional que já cheira mal.

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