terça-feira, maio 16

Os bebés africanos “morrem à nascença”


Segundo a organização Save the Children, cerca de dois milhões de bebés africanos, nascidos todos os anos nos países em desenvolvimento, morrem nos primeiros dias de vida.
Um relatório da organização internacional Save The Children denuncia que a maioria das crianças africanas, nascidas em países em desenvolvimento, morrem de causas que podemser prevenidas, tais como infecções, dificuldades no parto, ou peso reduzido à nascença. O mesmo, afirma ainda que estas vidas podem ser poupadas através de técnicas simples e pouco dispendiosas.
O relatório anual State of the World’s Mothers 2006 , produzido pela Save the Children, conclui que os países mais seguros do mundo, para se ser mãe, são os escandinavos, e os mais perigosos do mundo, os africanos. Na medida em que 60 milhões de mães (por ano) dão à luz em casa, sem qualquer acompanhamento médico. Esta pesquisa apurou que mais de três milhões de crianças nascem mortas, todos os anos, e mais de quatro milhões não sobrevivem ao primeiro mês, devido a doenças ou complicações que ocorreram no parto. Enquanto, que cercade dois milhões, não vivem para além do primeiro dia.
Vontade Política
A Save the Children alega que intervenções de custo reduzido restringiriam a taxa de mortalidade dos recém-nascidos em 70%. Para além de ter calculado, que caso a comunidade internacional contribuísse com mais $4.1 milhões de milhões de dólares, seria possível proporcionar às mães a informação e os serviços necessários para salvar as suas vidas, e as dos seus bebés.
Ainda que 99% das mortes de recém-nascidos e 99% de mortes durante o parto ocorram nos países em desenvolvimento, a Save the Children apela à vontade politica, que defende ser mais importante que as estratégias nacionais de saúde.
O relatório State of the World’s Mothers 2006 elogia a Colômbia, o México, a Nicarágua, o Vietname, a Eritreia, e o Tajiquistão, que se encontram entre as nações em desenvolvimento que se distinguiram pelo seu “admirável desempenho” ao investirem em serviços, em educação, que melhoram as perspectivas, quer das mães, quer das crianças, ainda que os seus recursos sejam limitados.
Estes países beneficiam assim, as suas perspectivas de crescimento económico e de desenvolvimento, pois segundo o relatório, os bebés que nascem menos saudáveis, logicamente que estão mais vulneráveis a doenças ao longo da vida, o que significa que serão adultos menos produtivos.
Fonte: Pobreza Zero.

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