segunda-feira, abril 17

ANDAMOS A COMER A AMAZÓNIA


Cada vez que comemos na McDonald’s ou noutra cadeia de comida rápida, estamos a dar uma dentada na floresta da Amazónia. A denúncia é feita pela Greenpeace no relatório «Eating up the Amazon» («Comendo a Amazónia»).
Em três anos, mais de 70 mil quilómetros quadrados da Amazónia foram queimados. A área de um campo de futebol transforma-se em fumo e cinza em cada oito segundos que passam. A indústria agro-alimentar – controlada por três gigantes norte-americanos – é a principal responsável por esta destruição. Motivo? A demanda crescente da produção de soja.
«Estamos destruindo a maior floresta tropical do planeta para dar lugar à soja – uma espécie exótica, que será transformada em ração para alimentar gado e frango na Europa», disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia, do Greenpeace. «Depois, este gado e este frango será vendido no McDonald’s mais próximo e você pode estar comendo um pedaço da Amazónia.»
Oitenta por cento da produção mundial de soja é usado como fonte de proteína na criação de gado. A carne de vaca, porco e galinha é consumida sobretudo na Europa e nos Estados Unidos através das cadeias de «fast food» e de supermercados.
A McDonald’s é fornecida pela Cargill, uma multinacional que produz e exporta 220 mil toneladas de soja a partir de Santarém, no estado brasileiro de Mato Grosso, para Liverpool, na Inglaterra.

É por estas e por outras parecidas que McDonald's, para mim...

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