sexta-feira, outubro 19

A "Deontologia" Governo

Assim vai o nosso estado de (des)direito!

O Governo quer ter uma palavra a dizer no Código Deontológico dos Médicos em matéria de aborto. Uma intromissão intolerável.

O poder político tem manifestado tendência para regulamentar um número crescente de actividades em Portugal.
As intervenções regulamentadoras do Estado podem ser necessárias para garantir o bem comum.
Mas, quando há exageros, a liberdade das pessoas e da sociedade civil fica lesada pela prepotência dos governantes.
Ora, com o Ministério da Saúde a impor à Ordem dos Médicos alterações ao seu Código Deontológico em matéria de aborto, atingiu-se um novo patamar de exagero na fúria regulamentadora governamental.
Claro que as leis da República têm de ser cumpridas, agradem-nos elas ou não.
Mas, uma coisa são as leis… outra a ética.
Se o Estado se arroga o direito de ditar a sua deontologia à sociedade civil e às suas instituições, algo vai mal na nossa vida pública.
É uma intromissão intolerável de quem parece querer ser dono da consciência dos portugueses.

Ouça aqui Bacelar Gouveia, constitucionalista, afirmar que esta situação é uma violação grave da nossa constituição.
Comentário pessoal

Na altura do referendo ao aborto, houve muita boa gente (e até médicos!) que correram dizendo sim ao aborto, que o que o governo queria fazer era mais do que correcto, que se assim não fosse seriamos um país de atrazados, e não sei que mais!
Pois agora confirma-se, e mais uma vez se vê, a atitude cega e intolerante do governo no que concerne aos direitos fundamentais da pessoa humana. Já não bastava o governo legislar sem ter em atenção o respeito e direito à vida, como agora até quer mudar o código de valores universalmente consagrado desde há milhares de anos. Descobriram a pólvora e são donos da razão!
Lembram-se quando os movimentos pelo Não ao Aborto alertaram para esta situação? Pois é! Agora já é tarde!
A comunicação social está amordaçada: porque não investiga o facto das listas de espera para realizar aborto nos hospitais portugueses (um caso que conheço é o de V. Nova de Famalicão)? Porque razão não se está a cumprir a lei no que respeita ao aconselhamento de quem quer abortar, sendo que no hospital distrital de Viseu uma grávida da Figueira da Foz pede pelo telefone um aborto que é logo realizado no dia seguinte, sem mais demoras? Quem é que está a ganhar com isto? Alguém está de certo a encher os bolsos!
Cada povo tem os políticos e governantes que merece!


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1 Comments:

At 22 outubro, 2007 15:36, Blogger Maria João said...

Vergonhoso...

Tudo vale a pena, quando o lucro pode ser grande...

Deus Pai nos ajude!

beijos em Cristo

 

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