O documentário é realmente feito com profissionalismo, pelo menos para leigos na materia. São mostradas provas científicas com testes de ADN, com os maiores especialistas em bíblia, arqueologia e estatística. Para quem toma por certa a verdade de que tudo o que passa na TV é verdade, pode ter ficado perturbado ou mesmo até convencido de que tudo é verdade.
Porém, não é assim. Felicito a
SIC pela iniciativa do debate breve exibido logo no final do documentário, mas suficientemente esclarecedor de que há muitas coisas mal explicadas, mesmo do ponto de vista científico. Neste debate a SIC convidou o P. Carreira das Neves, conhecido biblista franciscano e ainda uma especialista em provas de investigação forenses. Que o conhecido biblista levantasse dúvidas em muitas afirmações e conclusões precipitadas e, diria mesmo, mal intencionadas, não me admiro.
Porém, do ponto de vista científico, a especialista forense deixou bem claro que há procedimentos científicos mal efectuados ou, pelo menos, não esclarecidos suficientemente, parecendo até mesmo que alguns testes científicos não foram feitos prepositadamente porque os resultados da sua realização poderiam por a descrédito as conclusões forçadas que a equipa de investigação teimou em chegar.
- Porquê fazer testes de ADN dos ossários que supostamente continham os ossos de Jesus, se esses testes poderiam ser feitos aos próprios ossos, entretanto enterrados?
- Pelos testes de ADN feitos aos supostos ossários de Jesus e de Maria Madalena, pode-se concluir que esses ossos não provinham da mesma linhagem, ou seja, que não podiam ser parentes. E essa é a única conclusão dos testes de ADN. Porque correr em concluir que então Jesus e Maria Madalena foram casados? Não será que a tese já foi apresentada pelo Código da Vinci e agora se quer forçar arranjar provas científicas para confirmar essa tese? No mesmo túmulo haviam mais ossários, supostamente de familiares de Jesus. Não podiam esses ossos ser parentes do conteúdo de um dos outros ossários?
Disto se retiram algumas conclusões:
1. Há de facto uma luta e perseguição à Igreja no sentido de a por em descrédito;
2. Há de facto uma campanha para lançar dúvidas nos crentes, muitos deles pouco profundos na sua fé;
3. É de louvar todas estas investigações desde que sejam bem intencionadas;
4. Pode-se não acreditar em Jesus Ressuscitado, mas Ele continua a andar na boca, na mente e nas consciências de muita gente.
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