quarta-feira, fevereiro 27

Quénia: político julgado por incitamento à violência

Um tribunal de Nakuru (no oeste do país) incriminou por incitamento à violência o político Jackson Ng'etich Kibor, natural de Eldoret, um dos primeiros casos relacionados com a violência pós-eleitoral dos ultimos meses levados diante da justiça. O réu é acusado de incitar a revolta da população no distrito de Uasin Gishu, encorajando-a a atacar a comunidade kikuyu "para pressionar" o presidente Kibaki. Isto segundo palavras a ele atribuídas por parte de testemunhas: "expulsar os kikuyus para fora do Rift Valley." "Nós queremos unir todas as outras 41 tribos e pôr os Kikuyu fora. Dividiremos o Quénia" terá afirmado. O político negou as acusações dizendo que essas não foram palavras suas. Amanhã o tribunal decidirá sobre o pedido de caução enquanto se espera pelo julgamento marcado para Abril. A acusação não excluiu ainda a possibilidade de juntar a imputação contra Kibor de homicídio.
Continua-se, entretanto, a investigar sobre a violência que se seguiu aos resultados eleitorais de Dezembro passado; uma investigação feita pelo Instituto de medicina legal queniano, mostra percentagem elevada de vítimas mortas por armas de fogo o que suporta a tese de suspeita de excesso de uso da força por parte das forças de segurança, pelo menos em algumas zonas. Circunscrevendo a análise somente sobre as vítimas a que foi possível submeter a autópsia, 43% das pessoas mortas de um total de 91%, naquelas provincias ocidentais, foram executadas por disparos na cabeça, abdómen e torax. Em 29% destes casos, diz a autoridade médica legal, os familiares destas vítimas acusaram as forças de segurança de ter disparado sobre eles, citam testemunhas. Os restantes 57% das vitimas foram mortas com armas brancas ou armas improvisadas, particularmente na região do Rift Valley onde somente uma minoria dos corpos analisados mostrou ferimentos de armas de fogo.

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