quarta-feira, fevereiro 20

Quénia: negociações continuam "dificeis"

Num comunicado difundido ontem à noite pelo Presidente do Quénia, Mwai Kibaki diz-se "pronto a trabalhar e a partilhar a responsabilidade do governo com os membros de ODM (oposição) de Raila Odinga." Porém, faz notar que "qualquer solução política a ser adoptada deverá sempre respeitar a Constituição em vigor, sendo que esta não prevê o cargo de um primeiro ministro «forte»". Essa tinha sido a proposta avançada anteontem pelo mesmo Raila Odinga, lider da oposição e aspirante a este cargo governamental. Mwai Kibaki diz ainda que "a Carta fundamental deve servir de guia enquanto os negociadores discutem as reformas judiciais e institucionais necessárias para que o país avance."
Entretanto, segundo a BBC, o lider da oposição terá feito um aviso de relançar os protestos populares em massa se dentro de uma semana as negociações permanecerem num impasse. Isto poderia voltar a lançar a instabilidade e tensão social num país que vive hoje em relativa calma em todo o território. Odinga exige que o parlamento seja convocado para aprovar mudanças constitucionais que permitam um acordo de partilha de poder, facto que o actual presidente rejeita, segundo a nota à imprensa do mesmo de ontem à noite.
Recorde-se que Kofi Annan afirmou no final da semana passada que ambas as partes tinham concordado no principio de formar um governo de grande coligação, mas a forma de concretizar esse acordo é o que agora divide ambas as partes.
Fontes: www.misna.org e BBC.

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